terça-feira, 27 de novembro de 2012

Horário especial de férias

Horário especial para as férias

De 20/12/2012 até 19/02/2013

Atendimento das 08h à 14h


*** Lembrando que não abriremos nos dias 24 e 31 de dezembro de 2012.

Ler devia ser proibido



Por Guiomar de Grammont

LER DEVIA SER PROIBIDO (texto completo original) 

"A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary.

O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram.

Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens.

Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlim-pim-pim, a máquina do tempo.

Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano."

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Feira do Livro 2012

A equipe da Secretaria Municipal de Educação e Cultura já vive o mundo dos livros. A equipe está trabalhando na montagem da programação da Feira do Livro e da Leitura, programada para ocorrer entre os dias 17 e 20 de outubro deste ano.

A coordenadora de projetos da SMEC, Andreia Ternus, destaca a presença de escritores durante todos os dias de programação “Em nossa Feira, destacamos sempre o incentivo à leitura e a promoção da cultura na nossa comunidade. Para este ano, estamos preparando diversas atrações, e já contamos com a confirmação de presença dos escritores que participam de bate papos e momentos de interações com alunos e visitantes.”


A programação cultural conta ainda com diversas atrações, como peças de teatro e oficinas. “Assim como aconteceu na última edição, este ano também teremos a pré feira, momento de união da comunidade, dando início às festividades em prol do livro e da leitura.” destacou o Secretário de Educação e Cultura, Márcio Malgarin.


São nove onúmero de escritores confirmados para os três dias de programação da Feira, dentre eles nomes como Caio Riter, Christian Davi, Ana Terra, Ana Mello, Solange Weber, Jonara Ninfa Rosa Gabbi, Heloisa Prieto, Jorge Luis Martins e Hermes Bernardi Junior, patrono da edição 2012.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mês do Livro, Livros novos

O mês de abril é considerado o mês internacional do livro.

  • 2 de abril - Dia Internacional do Livro Infantil
  • 18 de abril - Dia Nacional do Livro Infantil
  • 23 de abril - Dia Internacional do Livro
Confira os novos livros adquiridos para a Biblioteca Pública:

  • Diário de um banana: a gota d'água
  • Diário de um banana: dias de cão
  • Melhor de mim
  • Homem de sorte
  • Homem da montanha
  • Atração
  • Depois da escuridão
  • Destinada
**********************

terça-feira, 6 de março de 2012

Balanço 2011

No ano de 2011, a Biblioteca Pública Municipal Erico Verissimo realizou mais de 5.500 empréstimos e recebeu mais de 120 novos usuários.

Dentre os livros mais retirados estão:

- A cabana
- A pequena sereia
- A última música
- Bellíssima
- Cebolinha: Planos infalíveis
- Chico Bento
- Coleção Diário de um banana
- Diário de uma paixão
- Maurício 30 anos: tudo sobre a Mônica
- O guardião de memórias
- O livro dos sustos
- Pérola e o anjo
- Se abrindo pra vida

Venha ser sócio e aproveitar o acervo de quase 12 mil livros!

*****************